'Fui lá ver minha casa, deu pena', diz moradora que vive em barraca após cheia no RS
13/10/2026
(Foto: Reprodução) Eva Maria Farias Morando mora temporariamente em uma barraca após fortes chuvas
Reprodução/ RBS TV
Morando temporariamente em uma barraca com uma das filhas e cinco netos, a aposentada Eva Maria Farias acompanha de perto os impactos da cheia do Rio Uruguai em sua casa, em Uruguaiana.
“Hoje mesmo de manhã eu fui lá ver minha casa, me deu pena", diz Eva.
📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp
A água chegou a quase um metro de profundidade na residência da família.
Eva diz que prefere permanecer na barraca em vez de ir para um abrigo, tanto pela privacidade quanto pela proximidade da residência. No local, a família precisou reorganizar a rotina enquanto espera a água baixar.
Barraca pelas próprias mãos
Centenas de pessoas estão há quase duas semanas fora de casa por causa das cheias de rios no RS
Na mesma esquina, Rosa Maria Minho Viana também vive em uma barraca perto de casa. Ela mora na região praticamente desde que nasceu e convive há anos com as enchentes.
“Eu mesma que montei”, conta Rosa sobre a barraca onde vive durante a cheia em Uruguaiana.
Na barraca, ela fica com o filho, que precisa de acompanhamento constante. A filha, o genro e um neto estão em outra estrutura, onde a família prepara as refeições.
Uruguaiana durante cheias do Rio Uruguai
Reprodução/ RBS TV
Bebês estão pela segunda vez em abrigo
Outros moradores atingidos pela cheia deixaram completamente as proximidades das residências. É o caso da família de Rosicler Soares da Silva, que está em um abrigo desde 6 de outubro.
Rosicler está com o marido e as três filhas. As mais novas, as gêmeas Julia e Maria Antônia, têm três meses e nasceram prematuras, com 32 semanas. Esta é a segunda inundação deste ano que obriga a família a sair de casa.
Gêmeas Julia e Maria Antônia
Reprodução/ RBS TV
Mesmo com a mudança de rotina, a mãe conta que as bebês conseguem manter o sono durante a noite:
"Elas dormem a noite toda, só acordam o horário que têm que mamar".
Na casa da família, a água está a pouco menos de um metro de profundidade.
Quase 500 pessoas fora de casa
Quase 500 pessoas estão fora de casa na Fronteira Oeste em razão das cheias. Em Uruguaiana, o Rio Uruguai está 1,30 metro acima da cota de inundação.
Segundo o Serviço Geológico do Brasil, o nível do Rio Uruguai deve continuar subindo nas próximas horas em São Borja, Itaqui e Uruguaiana.
O alerta vermelho da Defesa Civil estadual para inundações na região segue até terça-feira (13).
Pelo menos 484 pessoas permanecem fora de casa, desde a chuva do início do mês, em quatro municípios da Fronteira Oeste.
Em Uruguaiana, 169 pessoas precisaram deixar as residências.
Em Alegrete, 207 pessoas estão há 10 dias fora de casa por conta da cheia do rio.
Em Itaqui, 86 pessoas estão fora de casa.
Em São Borja, 22 pessoas precisaram sair de casa.
VÍDEOS: Tudo sobre o RS